Modalidades

O XI Colóquio Internacional Michel Foucault terá duas modalidades de inscrição:

  1. Ouvinte
  2. Com Apresentação de Trabalho em Simpósio Temático
  3. Monitoria no Evento (NOVO)

 

Os prazos das inscrições são os seguintes:

  1. Prorrogadas! Ouvinte: ATÉ DIA 20 DE JULHO DE 2018!
  2. Com Apresentação de Trabalho em Simpósio Temático:  entre 20 de maio e 10 de junho de 2018. Neste caso, a primeira etapa é realizar a SUBMISSÃO DE PROPOSTA DE COMUNICAÇÃO ORAL EM SIMPÓSIO TEMÁTICO (ENCERRADAS), entre 1º de abril e 7 de maio de 2018, de acordo com a SEGUNDA CIRCULAR .
  3. MONITORIA (NOVO): entre 20 de junho e 10 de julho de 2018, exclusivamente pelo site do XI Colóquio Internacional Michel Foucault , conforme a TERCEIRA CIRCULAR DO EVENTO (CLIQUE E ACESSE).

IMPORTANTE: todos|as que submeterem propostas de Comunicação Oral que não forem aceitas poderão fazer sua inscrição a partir de 20 de maio de 2018, na MODALIDADE OUVINTE.

 

 

Os valores das inscrições são os seguintes:

 

  1. Ouvinte (sem apresentação de trabalho)

Estudante de Graduação: 90 reais

Estudante de Pós-Graduação: 120 reais

Docente e Pesquisador |a de IES: 200 reais

Comunidade: 200 reais

 

2. Com Apresentação de Trabalho em Simpósio Temático

Doutorandos |as, Docente e Pesquisador|a  de IES: 200 reais

 

3.  Simpósios Temáticos

Os resumos dos STs (também disponíveis na ABA INSCRIÇÕES – CLIQUE AQUI – e na SEGUNDA CIRCULAR – SUBMISSÃO DE PROPOSTAS DE CO EM ST – XI COLÓQUIO INTERNACIONAL MICHEL FOUCAULT) são os seguintes:

 

ST 1 – FOUCAULT, AS ARTES E A LITERATURA

Coordenação: Prof. Dr. Daniel Verginelli Galantin (PUC- Paraná|Contato: d.galantin@gmail.com),  Prof. Dr. Tiaraju Dal Pozzo Pez (PUC-Paraná|Contato: tiarajupez@hotmail.com ) e Prof. Dr. Thiago Fortes Ribas (PUC- São Paulo | Contato: filosofiathiagoribas@gmail.com)

Resumo: Foucault escreveu um considerável volume de textos sobre as artes e a literatura. Encontramos em seus livros, entrevistas, cursos, e emissões radiofônicas, menções diretas a Artaud, Bosch, Goya, Sade, Hölderlin, Goethe, Raymond Roussel, Shakespeare, Magritte, Robbe-Grillet, à literatura de crimes, Manet, Klee, Beckett, Dostoiévski, Flaubert, Char, Marguerite Duras, Pierre Boulez, Burroughs, dentre outros. A tragédia grega também foi estudada em distintos momentos e com diferentes propostas de leitura, desde um sintoma de transformação na vontade de verdade, até nas análises sobre a parresía política. Foucault também escreveu sobre pensadores que se aproximaram da literatura e das artes de diferentes modos, como Blanchot, Pierre Klossowski, Bataille, Roger Laporte, Diderot, Baudelaire. Muito embora a publicação de textos sobre esses nomes, por parte de Foucault, se concentre na década de 1960, ele nunca parou de fazer referências à produção artística em seu pensamento. Podemos dizer, então, que a interface do pensamento foucaultiano com a literatura e as artes acompanha os deslocamentos de suas pesquisas, atravessando todos os seus momentos. Deste modo, além do volume de textos produzidos sobre literatura e artes, podemos debater também a importância e a intensidade deles no pensamento deste filósofo que, algumas vezes, admitiu que todos os seus livros eram ficções. Neste simpósio temático acolhemos trabalhos dedicados ao estudo sobre a relação do pensamento de Foucault com as artes em geral, como poesia, literatura, cinema, teatro, pintura, música, performance. As propostas podem versar tanto sobre artistas citados por Foucault, quanto relacionar o pensamento de Foucault com a produção escrita ou não-escrita de outros artistas e teóricos das artes. As propostas podem buscar ler um a partir de outro, estabelecer cisões, aproximações, tensões. Os eixos dos saberes, dos poderes e da ética também podem ser tocados, desde que devidamente articulados com a literatura e as artes.

Palavras-chave: Foucault. Literatura. Artes.


ST 2 – SUBJETIVAÇÃO, LIBERDADE, LINGUAGEM

Coordenação: 

Prof. Dr. Pedro de Souza (Universidade Federal de Santa Catarina) | Contato: pedesou@gmail.com),  Prof. Dr. Daniel de Oliveira Gomes (Universidade Estadual de Ponta Grossa |Contato: setepratas@gmail.com) e Profa. Dra. Raquel Alvarenga Sena Venera (Univille | Contato: raquelsenavenera@gmail.com)

Resumo: Sabemos que para Michel Foucault, o sujeito nunca tem origem em si mesmo, ou seja, a subjetividade é sempre resultado de um complexo de relações de poder situado fora dela mesma.  Contudo Foucault não negou que há na raiz de toda subjetivação um princípio, uma vontade individual, um eixo de resistência abrindo para a possibilidade de o sujeito se realizar como sujeito, ou autor de sua própria existência. Trata-se de pensar como um sujeito pode se construir a si mesmo, já que o processo de subjetivação não tem nenhuma origem no próprio sujeito. A pergunta é:  como o sujeito, apesar de feito nas malhas do poder que lhe é exterior, pode tornar-se o construtor de si mesmo, ou o princípio e o efeito de modalidades históricas de subjetivação. Colocamos assim esta questão de forma suficientemente ampla para acolher propostas   que trabalhem precisamente práticas de subjetivação em que o individuo é pego na encruzilhada entre ser o sujeito que é levado a ser, ou tornar-se sujeito outro. Qualquer que seja a maneira que se adote para ser o sujeito de sua própria existência, esta deve aparecer como a linguagem – verbal ou não verbal – apontando para o sujeito enquanto opera a construção de si mesmo. Assim, este simpósio temático pretende acolher pesquisas concluídas e em andamento que versem sobre temas relacionados a produção de subjetividades e singularidades diante de experiências traumáticas limites como doenças, lutos, catástrofes e diásporas; o que se produz entre o discurso da norma e as normatividades criadas em curso; as práticas de liberdade e assujeitamentos diante de condições de vulnerabilidade; a violência ética no gesto de narrar-se e o poder das narrativas (auto)biográficas, as práticas de liberdade, a vida feita arte.

Palavras-chave: Sujeito. Linguagem. Liberdade.


ST 3 – MICHEL FOUCAULT E A BIOPOLÍTICA

Coordenação:  Profa. Dra. Sandra Caponi (Universidade Federal de Santa Catarina | Contato: sandracaponi@gmail.com), Prof. Dr. José Luís Câmara Leme (Universidade Nova de Lisboa | Contato: jlcl@fct.unl.pt) e Prof. Dr. Atilio Butturi Junior (Universidade Federal de Santa Catarina | Contato: atilio.butturi@ufsc.br)

Resumo: Tendo em vista a complexidade e a amplitude dos debates acerca do conceito de biopolítica nos estudos foucaultianos e as diversas leituras que o conceito têm recebido de acordo com autores distintos, este simpósio temático pretende reunir pesquisas que tenham como objeto os seguintes eixos de problematização: i) a produção das relações de normalidade e patologia; ii) a governamentalização do Estado, o biopoder e o governo da população; iii) o risco e os dispositivos de segurança em diferentes topologias; iv) o governo de si, as práticas de liberdade e de resistência no interior de dispositivos biopolíticos; v) a biopolítica e os diferentes campos de saber e de conhecimento; vi) os discursos, as corporalidades e a biopolítica; vii) a medicalização, a ética e a biopolítica; viii) o conceito de biopolítica de Michel Foucault e o diálogo com outros autores e abordagens. Dessa perspectiva ampla, serão aceitos tanto trabalhos de natureza teórica e conceitual quanto aqueles que se voltem para a interrogação dos efeitos da biopolítica a partir de corpora variados. Em todos os casos, espera-se travar um diálogo interdisciplinar que tenha como ponto de partida os estudos biopolíticos e que possa descrever um painel em que têm espaço a produção de linhas de fuga diante das complexas redes de governo da vida em que nos constituímos.

Palavras-chave: Biopolítica. Risco. Normal-patológico. População.